O secretário de Relações Institucionais da Bahia, Adolpho Loyola, rebateu nesta sexta-feira (16) as declarações do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo do Estado, ACM Neto (União Brasil), que afirmou que iria “entornar a panelinha” formada pelo PT, em referência ao governador Jerônimo Rodrigues, ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, e ao senador Jaques Wagner.
Segundo Loyola, a caracterização feita pela oposição não corresponde ao funcionamento do grupo que governa a Bahia. “A oposição não sabe como é que a gente trabalha aqui. Isso aqui não é uma panela, isso aqui é uma coisa séria de governo, de compromisso com o povo da Bahia”, afirmou.
O secretário disse que o projeto político liderado pelo PT e aliados se baseia no diálogo interno e na valorização das lideranças. “Nós não temos chefe. Nós temos líderes que são ouvidos e consultados”, declarou. Para Loyola, o modelo adotado pelo grupo governista contrasta com práticas do passado. “Esse grupo começou lá em 2006, 2007, quando nós acabamos com essa política do chicote na mão e com dinheiro na outra”, disse.
Em tom crítico à oposição, Loyola afirmou que o atual campo governista opera sob regras democráticas e coletivas. “Aqui é democracia, todo mundo conversa, todo mundo senta e todo mundo cresce”, afirmou. Segundo ele, o grupo político responsável pela atual gestão estadual “muda a Bahia” e seguirá coeso no próximo ciclo eleitoral.
O secretário também projetou o cenário para a disputa pelo governo do Estado, afirmando que o grupo continuará fora do poder estadual. “Vão ficar mais quatro anos fora do governo”, disse. De acordo com Loyola, a base aliada chegará fortalecida à eleição. “Nós vamos para a eleição do governador Jerônimo firmes e fortes”, afirmou.
As declarações foram dadas durante agenda oficial do governador Jerônimo Rodrigues, que incluiu a entrega de 70 veículos destinados ao fortalecimento da rede socioassistencial em municípios baianos.

