Salvador, 15/01/2026 22:54

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Juíza dos festejos, Isabela Suarez celebra milhares em marcha de fé e destaca cultura viva na Lavagem do Bonfim

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Em uma celebração com simbolismo adicional, empresária e advogada assumiu papel tradicionalmente masculino, destacando memórias familiares ligadas à fé e à proteção do santo

A tradicional Lavagem das Escadarias da Basílica do Senhor do Bonfim reuniu milhares de fiéis nesta quinta-feira (15) e teve um marco histórico com a atuação de Isabela Suarez como juíza da festa. Presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), a empresária e advogada integrou o seleto grupo de personalidades que, ao longo dos anos, ocuparam uma função com forte peso simbólico e tradicionalmente associada a lideranças masculinas na vida pública baiana.

“Ser juíza da Festa do Nosso Senhor do Bonfim é assumir um papel de honra, representação e cuidado simbólico com uma das mais importantes manifestações religiosas e culturais da Bahia. Só gratidão por toda a caminhada que me trouxe até aqui”, afirmou Isabela Suarez ao comentar o significado da função.

A devoção da empresária ao Senhor do Bonfim é atravessada por memórias familiares marcantes, que ela relatou durante os festejos. “Minha filha nasceu no dia da Lavagem e meu filho no dia em que celebramos a chegada da imagem do Senhor do Bonfim em terras baianas”, contou. Ela também relembrou um episódio envolvendo seu avô materno, que, após sofrer um acidente, desenvolveu esclerose precoce. “Todas as vezes em que era encontrado, estava usando uma camisa com a imagem do Senhor do Bonfim. Isso me faz acreditar que não é apenas coincidência, mas um sinal de proteção.”

Durante o cortejo, o Palácio da Associação Comercial da Bahia, localizado no percurso, foi abençoado pelo reitor da Basílica, padre Édson Menezes, em um gesto que reforçou a ligação histórica entre a entidade, a cidade e a festa religiosa.

A presença de Isabela Suarez como juíza projeta uma leitura contemporânea da tradição, unindo a representação institucional da mais antiga entidade empresarial do Brasil a uma narrativa pessoal de fé e à ampliação da participação feminina em espaços simbólicos de poder na Bahia.

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