O senador Jaques Wagner (PT) negou, nesta quarta-feira (14), a existência de qualquer negociação formal para a indicação do deputado estadual Diego Coronel como vice na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições de 2026. A declaração foi dada em entrevista ao site Política Ao Vivo.
Segundo Wagner, as informações que circulam nos bastidores não passam de conjecturas alimentadas pelo atual cenário eleitoral, marcado pela disputa interna por espaços na chapa majoritária. Hoje, três nomes do grupo governista disputam duas vagas ao Senado, entre eles o senador Angelo Coronel (PSD), o que, na avaliação do petista, acaba estimulando especulações sobre alternativas políticas.
“Todo mundo começa a exercitar hipóteses: oferecer vice, oferecer isso ou aquilo”, afirmou Wagner, ao ressaltar que essas discussões surgem fora das mesas oficiais de negociação. O senador foi enfático ao dizer que, até o momento, não houve qualquer tratativa formal nesse sentido entre os partidos da base aliada.
Wagner também ponderou que eventuais mudanças na composição da chapa precisariam envolver outros aliados estratégicos, como o MDB, que atualmente ocupa a vice-governadoria com Geraldo Júnior. Para ele, a presença do partido foi decisiva na eleição de Jerônimo Rodrigues.
“Na minha opinião, foi extremamente importante. A vinda do MDB e de Geraldo quebrou muitas resistências”, disse o senador, ao defender a relevância política da manutenção do atual vice.
Na avaliação de Wagner, as especulações refletem mais o imaginário popular do que articulações concretas dentro do grupo governista. “Você sabe como é a cabeça do público: começa a imaginar como vai ajeitar”, comentou, em tom descontraído.
Ao final da entrevista, o senador ironizou o ambiente político marcado por rumores e disputas antecipadas. “Você já gosta também de ver o circo pegar fogo?”, afirmou, minimizando os boatos e reforçando que, por ora, não há discussão sobre mudanças na chapa majoritária liderada por Jerônimo Rodrigues.

