O vereador de Camaçari Tagner Cerqueira (PT) afirmou que o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) e a oposição baiana demonstram apreensão diante da possibilidade de uma chapa unificada formada por Rui Costa, Jaques Wagner e o governador Jerônimo Rodrigues nas eleições de 2026. A declaração foi feita nesta quarta-feira (7), durante entrevista à Rádio Sauípe FM, no programa É do Povo.
Na avaliação do parlamentar, o principal movimento da oposição tem sido apostar em supostos conflitos internos na base governista, numa tentativa de enfraquecer o grupo liderado pelo PT na Bahia. Segundo ele, a estratégia tende ao fracasso diante da experiência política das principais lideranças do campo governista.
“A oposição está apostando na briga, no racha. Vai quebrar a cara. Wagner, Rui e o governador Jerônimo vão administrar esse grande problema. E é óbvio que todo mundo quer fazer parte dessa chapa”, afirmou.
Tagner argumentou que disputas por espaço são naturais em grupos políticos amplos, mas não significam ruptura. Para ele, a maturidade de figuras como Rui Costa e Jaques Wagner, ambos ex-governadores, e de Jerônimo Rodrigues garante capacidade de articulação para a construção de uma composição majoritária competitiva.
O vereador também destacou o impacto simbólico de recentes aparições públicas que reuniram nomes centrais da base aliada, como Jerônimo, Rui, Wagner, os senadores Otto Alencar e Angelo Coronel. Segundo Tagner, essas imagens reforçam a percepção de unidade e geram desconforto na oposição.
“Quando você vê Rui, Wagner, Jerônimo, Otto Alencar e Coronel juntos, é uma chapa de governadores. É forte na Bahia. Essa foto mostrou força e unidade”, disse.
Ainda segundo o parlamentar, setores ligados ao União Brasil e a ACM Neto estariam estimulando especulações e intrigas nos bastidores para tentar desgastar o grupo governista. “Eles apostam na discórdia, na confusão, na fofoca. É matéria todo dia tentando criar intriga, conversa de lá, conversa de cá. Mas vai estar todo mundo junto”, afirmou.
Tagner concluiu dizendo que o avanço das articulações e a adesão de novas lideranças ao projeto político do PT na Bahia fortalecem o grupo para o próximo ciclo eleitoral. “Está todo mundo se movimentando, todo mundo chegando. Isso incomoda porque mostra que o grupo está organizado e forte”, declarou.
