Salvador, 12/01/2026 07:37

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João Roma diz que Jerônimo tenta esconder “a própria incompetência administrativa” após petista culpar Bolsonaro pelos 23 empréstimos

Foto: PAOP
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O presidente do PL na Bahia e ex-ministro da Cidadania, João Roma, criticou nesta quarta-feira (7) as declarações do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que voltou a atribuir ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro parte da necessidade de contrair dezenas de empréstimos ao longo de sua gestão. Para Roma, a fala é mais um exemplo de como o PT tenta deslocar responsabilidades, culpando terceiros por problemas que são, na avaliação do dirigente, consequência de “falhas próprias e de décadas de má gestão”.

Em entrevista nesta terça-feira (6), Jerônimo voltou a afirmar que a Bahia ficou quatro anos sem conseguir contratar operações de crédito com o governo federal e que os empréstimos pedidos pela atual administração, em torno de R$ 26 bilhões, seriam uma compensação pelo que não foi feito no passado.

“Daqui a pouco o governador vai culpar o Bolsonaro por todas as mazelas da Bahia: a violência que assola o estado, o elevado desemprego, os projetos estruturantes que nunca saíram do papel, mesmo depois de 20 anos de PT no governo estadual e no federal”, declarou João Roma.

Para o dirigente, a tentativa de Jerônimo de justificar a tomada de empréstimos como consequência de uma suposta penalização sofrida durante o governo Bolsonaro é um argumento frágil e incoerente. Roma afirmou que a Bahia, sob governos petistas, enfrenta problemas estruturais que não se resolveram ao longo de duas décadas, e que colocar a culpa no ex-presidente é, na prática, uma tentativa de esconder a própria incompetência administrativa.

“A Bahia amarga os piores índices de violência do país, com facções criminosas tomando conta de territórios; enfrenta altos índices de desemprego; convive com promessas de obras de infraestrutura gigantescas que nunca saíram do papel, como a FIOL ou a ponte Salvador-Itaparica; e ainda assim o PT insiste em transferir a responsabilidade para Bolsonaro”, afirmou Roma.

O ex-ministro também questionou o argumento de Jerônimo sobre “penalização” do Estado durante o governo federal, e afirmou que a tomada de empréstimos é, em grande parte, reflexo de planejamento insuficiente, gestão fiscal inadequada e falta de prioridade em políticas públicas estruturantes.

“Estados de todo o Brasil enfrentam desafios com receitas próprias e com limitações ao acesso ao crédito. Mas transformar isso em uma narrativa de ‘culpa de Bolsonaro’ é uma tentativa política de desviar a atenção dos verdadeiros problemas que a Bahia enfrenta e que o governo estadual não resolveu em décadas. E o pior: já deram todas as demonstrações de que não conseguem resolver”, ressaltou.

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