Em conversa com jornalistas nesta terça-feira (6), o governador Jerônimo Rodrigues (PT) comentou o cenário interno da base aliada diante da disputa pelas duas vagas ao Senado. O contexto envolve três lideranças de destaque — os ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa, ambos do PT, e o senador Angelo Coronel (PSD) — o que cria um quadro de concorrência acima do número de postos disponíveis. Ainda assim, Jerônimo afirmou encarar a situação com tranquilidade e confiança na capacidade de articulação do grupo.
Segundo o governador, alternativas políticas estão sendo avaliadas para acomodar os diferentes projetos, incluindo arranjos que extrapolam a chapa principal, como suplências ou outras posições estratégicas. Ele destacou que há disposição para o diálogo e flexibilidade entre os envolvidos, citando a abertura de Jaques Wagner para discutir formatos como um possível compartilhamento de mandato, mecanismo que poderia preservar a coesão da aliança, especialmente com o PSD, partido liderado por Otto Alencar e considerado peça-chave na sustentação do grupo governista.
“Para os três, qual é a minha alegria? Temos três bons nomes. Não existem três vagas, existem duas. Mas podemos, quem sabe, concentrar esforços, seja dentro da própria chapa de suplência, seja dentro de uma composição em outros locais. Eu acho que o próprio Wagner já registrou isso: o desejo de poder dividir o tempo com o Coronel ou com o Rui. Isso está posto à mesa, nós vamos ter que apreciar. Tenho muita confiança no presidente do PSD, Otto Alencar, na maturidade com que nós temos tratado, e nós vamos encontrar uma saída”, afirmou o governador, reforçando que a decisão final será pautada pela “inteligência” e pelo fortalecimento do projeto coletivo.
