O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma reunião de emergência para discutir o ataque militar realizado pelos Estados Unidos contra a Venezuela na madrugada deste sábado (3). A ação foi confirmada pelo presidente americano, Donald Trump, que afirmou que o líder venezuelano, Nicolás Maduro, foi capturado pelas forças de segurança dos EUA.
De acordo com a GloboNews, o encontro está previsto para a manhã deste sábado no Palácio Itamaraty, em Brasília. Até a publicação deste texto, o governo brasileiro não havia confirmado oficialmente quais ministros participarão da reunião.
Lula está fora da capital federal em razão do recesso de fim de ano. O retorno do presidente a Brasília estava programado para a próxima terça-feira (6). Ele e a primeira-dama, Janja da Silva, permanecem na base militar da Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também está fora de Brasília. Segundo o Diário Oficial da União, o chanceler entrou em período de férias em 21 de dezembro, com término previsto igualmente para o dia 6 de janeiro.
O ataque americano ocorreu em larga escala contra Caracas, capital da Venezuela. Segundo a agência Associated Press, ao menos sete explosões foram registradas em um intervalo de cerca de 30 minutos durante a madrugada.
Em publicação em uma rede social, Trump confirmou a ofensiva e afirmou que Maduro foi capturado e retirado do país. “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua esposa”, escreveu o presidente americano.
Do lado venezuelano, a vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou não saber o paradeiro de Maduro e exigiu que o governo dos Estados Unidos apresente provas de que o presidente está vivo. O governo da Venezuela ainda não divulgou um posicionamento oficial detalhado sobre a operação militar.
