O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou nesta segunda-feira (29) que o Festival Virada Salvador se consolidou como referência nacional de réveillon e rebateu críticas ao evento ao dizer que o formato criado pela capital baiana passou a ser replicado em outras cidades do país.
Em entrevista concedida na terceira noite do festival, na arena Canto da Cidade, na Boca do Rio, o prefeito afirmou que, no início do projeto, a disputa por público era restrita a poucos centros urbanos. “Quando começou o Festival da Virada, nós disputávamos basicamente com o Rio, que tinha um dia em Copacabana, e com São Paulo, que também tinha um dia na avenida Paulista”, disse.
Segundo Bruno Reis, o modelo adotado em Salvador despertou interesse nacional e estimulou a ampliação das festas de réveillon em diversas capitais. “O nosso Festival da Virada, com o formato que nós fizemos, gerou desejo, e hoje praticamente todas as capitais estão fazendo réveillon”, afirmou.
O prefeito destacou que o aumento da concorrência também ocorre dentro da Bahia, com cidades turísticas investindo em grandes programações. “Aqui em Salvador e aqui do lado você tem Itacimirim, Praia do Forte, Costa do Sauípe, todos com grandes programações. Fora Ilhéus, Porto Seguro, Arraial d’Ajuda, Trancoso e Itacaré”, enumerou.
De acordo com o gestor, esse cenário faz com que a capital dispute público não apenas com outras capitais, mas também com municípios vizinhos e destinos turísticos consolidados. Para ele, isso não diminui a importância do festival, mas reforça sua liderança. “Foi um evento que a gente criou, um formato que todo mundo copia hoje”, afirmou.
Bruno Reis também comentou as críticas relacionadas ao financiamento do evento e disse que o festival conta majoritariamente com patrocínio privado. “Hoje é a Brahma que está ajudando a custear um evento desse porte. Praticamente não tem recursos públicos”, declarou.
Ao encerrar, o prefeito afirmou que as críticas fazem parte do debate público, mas minimizou seu impacto. “Todo mundo tem direito de falar o que quiser, mas é preciso olhar o que está acontecendo nos outros locais”, concluiu.
