O deputado estadual Tiago Correia (PSDB) afirmou nesta quinta-feira (18) que as recentes movimentações políticas de Nelson Leal (PP) e Cafu Barreto (PSD) em direção ao grupo liderado pelo ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), não podem ser tratadas como um mesmo fenômeno. Segundo ele, cada caso responde a circunstâncias e objetivos diferentes.
Em entrevista coletiva, o líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia rebateu a interpretação do governo de que as migrações teriam relação com derrotas eleitorais iminentes. No caso de Nelson Leal, Correia lembrou que o deputado já havia anunciado que não disputaria a reeleição.
“Esse discurso não cola com o Nelson. Ele tinha uma eleição bem consolidada e optou por não ser candidato. Quando faz esse movimento, só ele pode dizer o que está visualizando para o futuro”, afirmou.
Para Correia, a decisão de Leal está ligada a uma avaliação mais ampla do cenário político. Segundo ele, o ex-presidente da Alba tem experiência suficiente para fazer uma leitura estratégica da conjuntura. “Acho que ele enxerga que ACM Neto tem hoje uma condição de vitória melhor do que Jerônimo”, disse, ao diferenciar o gesto do progressista de outros movimentos recentes.
Ao comentar a saída de Cafu Barreto, o tucano afirmou que se trata de uma lógica distinta, diretamente relacionada à disputa eleitoral. Diferentemente de Leal, Cafu deve concorrer à reeleição e, na avaliação de Correia, teria optado pela mudança de campo político por entender que teria mais chances fora do grupo governista.
“Cafu vem para uma eleição. Imagino que a leitura dele tenha sido que, dentro do grupo em que estava, a disputa seria mais difícil”, afirmou. Correia citou ainda a possibilidade de concorrência interna na base do governo como um fator que pode ter pesado na decisão.
O deputado concluiu dizendo que não é possível associar os dois movimentos. “São trajetórias e objetivos diferentes. Cada um busca um futuro distinto, e não dá para tratar como se fosse a mesma coisa”, afirmou.
