O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou neste domingo (14) que a agricultura familiar e a economia solidária deixaram de ser políticas pontuais e passaram a ocupar um lugar estratégico no desenvolvimento econômico do país, com impacto direto tanto no abastecimento interno quanto na ampliação das exportações.
A declaração foi dada durante visita à 16ª Feira da Agricultura Familiar, no Parque Costa Azul, em Salvador, onde o governador destacou a articulação entre produtores, cooperativas e o mercado internacional como sinal de consolidação do setor.
Segundo Jerônimo, o evento integra uma agenda mais ampla de internacionalização da produção da agricultura familiar. Ele citou a participação recente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) na abertura da feira, com o objetivo de aproximar pequenos produtores de compradores estrangeiros. “É para garantir a alimentação de um Brasil que precisa de comida de qualidade, mas também para exportar, para que nossos produtos possam alimentar outros povos”, afirmou.
O governador ressaltou que, nos últimos dias, o Estado promoveu um encontro com importadores de 22 países e reuniu cerca de 100 cooperativas de diferentes regiões do Brasil. Para ele, a presença de compradores internacionais e a diversidade de cooperativas transformam a feira em uma vitrine permanente da política pública voltada ao setor. “Isso aqui acaba sendo uma boa referência, para além das vendas que a gente faz diariamente”, disse.
Jerônimo apontou ainda o surgimento e a expansão de novas cadeias produtivas como indicador do fortalecimento da agricultura familiar. “Tem produtores do queijo, das flores, áreas novas, que precisam mandar buscar mais mercadoria porque acaba antes mesmo do dia da feira terminar”, afirmou, ao citar a demanda acima do esperado por determinados produtos.
Na avaliação do governador, o modelo baseado no cooperativismo é essencial para garantir a continuidade da política, independentemente de mudanças nos governos. “Isso só se organiza com entidades fortes, com o cooperativismo forte. Governos passam, sejam municipais, estaduais ou federais, mas esse movimento tem que persistir”, disse.
Jerônimo afirmou que a consolidação da agricultura familiar e da economia solidária está diretamente ligada à saúde pública e à segurança alimentar. “Isso aqui é pelo bem da saúde pública do nosso país”, concluiu, ao defender que o Brasil se torne referência internacional nesse modelo de produção e comercialização.
