O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou neste domingo (14) que o pedido do 23º empréstimo de sua gestão é sustentado pela saúde financeira do Estado e será aplicado exclusivamente em investimentos públicos, como estradas vicinais, abastecimento de água, escolas, unidades de saúde e obras em comunidades rurais, quilombolas e distritos do interior.
A declaração foi dada durante visita à 16ª Feira da Agricultura Familiar, no Parque Costa Azul, em Salvador, em meio ao debate sobre a recorrência de operações de crédito aprovadas pela Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
“Se a gente pedir um empréstimo, nós temos que ter saúde financeira do Estado. Não passaria na Assembleia, não passaria no Ministério da Economia, muito menos no Senado, qualquer pedido de empréstimo se não tivesse consistência e condições de pagamento”, afirmou o governador. Segundo ele, a sequência de autorizações demonstra que a Bahia mantém as contas em ordem. “Isso demonstra que a Bahia tem uma saúde financeira adequada.”
Jerônimo comparou a situação do Estado com a de outras unidades da federação e disse que, apesar de não ter uma das maiores receitas do país, a Bahia consegue acessar crédito por cumprir suas obrigações fiscais. “Nós temos outros estados brasileiros mais ricos e que devem e que não podem tomar empréstimo, enquanto nós, um Estado nordestino, temos as condições de dizer que andamos corretos com os nossos compromissos”, disse.
O governador sustentou que os financiamentos já contratados resultaram em investimentos visíveis, citando ações de incentivo à produção local e às compras públicas, além de obras de infraestrutura. “Isso aqui é fruto dos empréstimos que nós tomamos”, afirmou, ao mencionar a mobilização para divulgação de produtos da agricultura familiar nos mercados da Bahia e em outras regiões do país.
Ele também destacou um pacote recente de obras anunciado com prefeitos, voltado sobretudo para áreas rurais. “Não é estrada de município para município. São estradas vicinais indo para povoados, distritos, quilombos, áreas rurais, água para as comunidades, praças, escolas”, declarou. “O empréstimo é para isso, não é para outra coisa.”
Em tom defensivo, Jerônimo afirmou que sua trajetória no serviço público é uma garantia de uso responsável dos recursos. “Quem me conhece já sabe da minha forma de tratar o recurso público. Eu não vou manchar minhas mãos com qualquer centavo do recurso público”, disse. Segundo ele, a organização das contas estaduais permite pagar servidores em dia e cumprir compromissos assumidos em campanha, além de apoiar municípios na construção de creches, UBS, hospitais, obras de abastecimento de água e ações culturais.
O novo pedido de empréstimo ainda será analisado pela Assembleia Legislativa e, posteriormente, pelos órgãos federais responsáveis pela autorização das operações de crédito.
