A deputada federal Ivoneide Caetano (PT) afirmou nesta quinta-feira (11) que parte da oposição em Camaçari tem atuado para dificultar a aprovação do orçamento municipal de 2026. Segundo ela, o impasse na Câmara de Vereadores extrapola o debate político e afeta diretamente a população.
“Quando acaba a eleição, a gente desce do palanque e trabalha. A Câmara de Camaçari ficou o tempo inteiro querendo inviabilizar o governo de Caetano. E quem paga é o povo”, disse a parlamentar, em referência ao prefeito Luiz Caetano (PT).
Ivoneide disse confiar na capacidade administrativa do gestor, mas criticou o comportamento da oposição durante a tramitação da peça orçamentária. “A gente conta com a experiência de Caetano. Ele trabalha com planejamento, dialoga, fala com o povo. Ele está na luta por esse orçamento, mas o que vemos é chantagem por parte deles”, afirmou.
A deputada cobrou que o Legislativo municipal coloque o texto em votação e adote uma postura responsável. “Esperamos que tenham bom senso e entendam que a cidade precisa andar. O povo escolheu Caetano como prefeito. Não podemos ser pautados por uma oposição irresponsável, que é o que temos visto até aqui”, declarou.
PL da Dosimetria é “anistia disfarçada”
Além da situação em Camaçari, Ivoneide criticou a aprovação do chamado PL da Dosimetria na Câmara dos Deputados, votado nesta semana. Para ela, a proposta representa um favorecimento indireto aos réus do 8 de Janeiro.
“Foi uma anistia disfarçada, uma coisa triste, colocar aquele parlamento a serviço da impunidade. O que aconteceu no 8 de Janeiro não foi brincadeira, foi uma tentativa de golpe que atingiu todos os poderes da República”, afirmou.
A deputada também disse que a mudança na Lei de Execução Penal pode ampliar benefícios a criminosos de diferentes naturezas. “O que aprovaram vai além de beneficiar os golpistas. Vai beneficiar organizações criminosas, pessoas que cometem crime ambiental, crimes de corrupção, porque terão progressão de pena. É realmente lamentável”, disse.
Por fim, Ivoneide condenou a violência registrada no plenário durante a votação, que resultou em agressões ao deputado Glauber Braga (PSOL). “Foi uma coisa ruim. Não sou a favor de tomar a mesa do presidente, mas quando isso aconteceu com a direita lá atrás, houve tolerância, conversa, negociação. Agora vimos deputadas sendo arrastadas, com roupas rasgadas, agredidas. Foi realmente triste”, concluiu.
