O presidente do PL na Bahia e ex-ministro da Cidadania, João Roma, voltou a criticar o governo petista no estado e afirmou que a prioridade da sigla é construir uma frente unificada contra o grupo que administra a Bahia há quase duas décadas. Em entrevista durante agenda no interior, Roma foi questionado sobre a possibilidade de disputar o Senado em 2026, mas evitou confirmar a candidatura.
“Estamos buscando convergir forças para tirar a Bahia desse período de 20 anos do PT, um período com muitas propagandas bonitas na eleição, mas que infelizmente o PT não entrega o que promete. Não conseguiu melhorar a vida do povo baiano, a violência está superando todos os limites”, afirmou. Segundo ele, mais importante que discutir nomes é garantir um alinhamento entre lideranças oposicionistas.
“Precisamos de um Estado com menos impostos e mais investimento, para que cada filho de Deus possa melhorar de vida. E, para isso, mais importante do que discutir posições é discutir a união de todos aqueles que querem realmente uma Bahia pujante, que dê oportunidade para as pessoas.”
Roma tem participado de agendas no interior ao lado de ACM Neto (União Brasil), cujo grupo político também trabalha para reorganizar a oposição estadual após a derrota de 2022. Aliados avaliam que o ex-ministro aparece como um dos nomes cotados para a disputa majoritária do próximo ano, mas ele mantém cautela sobre o tema.
PL e 2026
Ao comentar o cenário nacional, Roma reafirmou que o PL trabalha para viabilizar o retorno de Jair Bolsonaro ao centro da disputa — ainda que o ex-presidente esteja inelegível após decisão do TSE.
“Eu vejo com muito sofrimento essa grande injustiça perante aquele que é o maior líder da direita no Brasil, que fez tanto para os brasileiros, que aumentou os recursos da área social, diferente dos que agora dizem que ajudam os mais pobres, mas cortam orçamento”, disse.
Segundo o dirigente, o partido seguirá mobilizado jurídica e politicamente para Bolsonaro reassumir protagonismo em 2026.
“Estamos buscando todos os caminhos não só para libertar o presidente Bolsonaro, mas para que ele possa, mais uma vez, voltar a ser aquela pessoa que defendeu tantos brasileiros e trouxe progresso e menos impostos para o Brasil”, afirmou.
