Salvador, 31/03/2026 07:09

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Otto Alencar nega boatos sobre candidatura e reafirma apoio à reeleição de Lula e Jerônimo

Otto Alencar - Política ao Ponto
Otto Alencar – Política ao Ponto
andre

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O senador Otto Alencar (PSD-BA) voltou a negar, nesta segunda-feira (1º), que tenha manifestado intenção de disputar o governo da Bahia em 2026. Em longa declaração, o senador classificou como “invenção” as informações de que teria afirmado ser pré-candidato ao Palácio de Ondina e disse que nunca deu entrevista com esse teor.

“Eu não declarei isso em lugar nenhum, em momento nenhum. Inventaram até que tinha um áudio. Mostre o áudio. Nunca gravei nada nesse sentido”, afirmou. Otto também negou ter concedido entrevista ao site Política Livre, onde a fala teria sido atribuída a ele. “Alguém que deu mentiu, usou meu nome de forma errada, sem nenhuma autorização.”

O senador citou episódios de 2022 para reforçar que não pretende concorrer ao governo. Segundo ele, na eleição passada, chegou a ser convidado pelo então governador Rui Costa (PT), pelo senador Jaques Wagner (PT) e pelo próprio presidente Lula para assumir a cabeça da chapa governista, mas recusou. “Se eu quisesse ser governador, seria em 2022, com o presidente da República forte, me apoiando. Não é o meu projeto político.”

Otto afirmou que sua posição está definida e comunicada ao presidente Lula e à cúpula nacional do PSD. Ele relatou um almoço no Palácio da Alvorada, há cerca de dois meses, no qual reiterou sua fidelidade ao projeto de reeleição do petista. “Quando Kassab levou o nome do Ratinho Júnior como candidato a presidente, eu fui claro: a Bahia está fora disso. Meu compromisso é com o senhor, presidente.”

O pessedista também reforçou que defenderá a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e trabalhará para manter o senador Angelo Coronel (PSD) na chapa majoritária. Ele disse que, apesar das especulações, a definição sobre alianças ocorrerá “no tempo certo”.

Otto voltou a marcar distância do campo bolsonarista e afirmou que não subiria em um palanque apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Eu não terei condição de defender nenhum palanque que represente a tese bolsonarista. Seria negar tudo o que defendi na pandemia e durante todos esses anos.”

O cacique do PSD citou sua trajetória política e seu alinhamento histórico com Lula, afirmando que não há espaço para mudança de campo ideológico. “Tenho uma visão de centro social. Defendo isso há muito tempo. Vai ter muita dificuldade de mudar o meu caminho, não só por mim, mas por meus seguidores também.”

Ele mencionou que lidera um grupo com 115 prefeitos e a maior parte dos deputados estaduais do PSD, mas ressaltou que o partido é livre para dissidências. Citou o caso do deputado estadual Cafu, que deixou a sigla, e lembrou episódios anteriores. “Não vou botar camisa de força no PSD. Quem quiser continuar comigo, continua; quem não quiser, está livre para seguir outro caminho.”

Otto afirmou ainda manter relações institucionais com ex-integrantes de seu grupo, como os deputados Rogério Andrade e Ricardo Maia. “Eu tenho uma trajetória de não querer fazer nada que não seja dentro do padrão ético e respeitoso. Não cabe a mim perseguir ninguém.”

andre
Jornalista com experiência nas editorias de esporte e política, com passagens pela Premier League Brasil, Varela Net e Prefeitura Municipal de Laje. Apaixonado por esportes e música.

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