O governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou neste domingo (30), que vê como “natural” o apoio de prefeitos no interior do Estado, segundo o petista o movimento é espontâneo e deriva, segundo ele, de uma relação institucional construída com “respeito e responsabilidade”.
O governador citou o exemplo da prefeita de Ribeira do Amparo, que participou de uma cerimônia de entregas no município e declarou apoio público ao governo estadual. “Hoje, a prefeita de Ribeiro do Amparo estava lá, foi fazer uma agenda de entregas e de anúncios de uma estrada, de uma UBS, de uma escola que nós estamos construindo, e a própria prefeita chegou a dizer: nós vamos caminhar juntos. Então não posso abrir mão dessa parceria e da forma como nós fazemos”, afirmou.
Jerônimo negou qualquer prática de pressão política e disse que o governo não condiciona obras ou investimentos ao alinhamento eleitoral de prefeitos. “Não há pressão, não há assédio. Todos os prefeitos que vão ao meu gabinete, não há troca de projetos políticos com projetos de políticas públicas. Nós tratamos com responsabilidade”, disse.
O governador também comparou sua postura à vivida pelo ex-governador Rui Costa (PT) durante a gestão Bolsonaro. “O Rui ficou oito anos sendo governador, seis anos sem um presidente aliado conosco. Nos últimos quatro anos, o Rui não foi recebido uma vez pelo presidente porque nós não votamos nele. Não se trata o lugar de presidente, de prefeito ou de governador com essa forma. A diplomacia e a democracia exigem de nós o respeito ao povo.”
Segundo Jerônimo, sua obrigação é atender todos os gestores, independentemente de apoio eleitoral. “Eu falei hoje à prefeita: eu não fiz campanha para a senhora, a senhora não fez campanha para mim, mas eu não posso dizer que não vou atender seus pedidos, porque seus pedidos de UBS, de escola, de creche, onde é que tem uma política partidária aí dentro? Tem o sentido de quem quer fazer bem feito”, afirmou.
Ele reforçou que não há troca de favores políticos na relação com os municípios. “Não vai haver de forma nenhuma troca de favores. Até porque o recurso não é meu, o recurso é do Tesouro”, concluiu.
