A greve dos professores da rede municipal de Salvador deverá estender o calendário letivo até janeiro e, em algumas unidades, até fevereiro, segundo afirmou o secretário municipal de Educação, Thiago Dantas, nesta terça-feira (25). Em declaração à imprensa, o titular da pasta avaliou que a paralisação impôs “forte pressão” sobre o planejamento do ano escolar e exigiu medidas excepcionais para recompor aprendizagens.
Dantas afirmou que a Secretaria de Educação (Smed) adotou uma série de estratégias para minimizar os efeitos da greve, incluindo 12 sábados letivos, atividades de recuperação e reforço e reorganização interna das unidades. “Tivemos muito trabalho, muitas atividades, inclusive recomposições de aprendizagem. Tivemos 12 sábados eletivos, com bastante frequência”, disse.
Segundo o secretário, mesmo com o esforço de recomposição, o calendário precisou ser ampliado para garantir que os estudantes concluam a carga horária mínima e os conteúdos previstos. “O ciclo letivo vai finalizar normalmente. Mas estamos com um calendário estendido para a composição dos objetos eletivos. Temos escolas que encerram em janeiro e outras que ainda começam em fevereiro”, afirmou.
Dantas disse ainda que o município estuda ajustes adicionais no calendário, caso necessário, e avalia alternativas em diálogo com o Ministério Público. “Estamos em conversa para contrabalançar os prós, os benefícios e outras indicações. Mas, em princípio, vamos entrar seguramente em janeiro com aulas para garantir o censo de eletivos e consolidar as aprendizagens esperadas”, completou.
De acordo com o secretário, a prioridade da Smed é assegurar que nenhum estudante seja prejudicado. “A greve afetou todos que participaram e, de alguma forma, foram impactados. Agora estamos concentrados em garantir que cada escolarização seja devidamente concluída”, afirmou.
