O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta terça-feira (4) que parte dos problemas enfrentados na regulação de pacientes e na lotação de hospitais estaduais decorre da desorganização na rede de atenção básica e municipal. A declaração foi feita durante o anúncio de um pacote de investimentos em segurança pública, em Salvador, quando o governador abordou também desafios da saúde e da educação no estado.
Jerônimo relatou ter solicitado à secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, um levantamento sobre a situação dos hospitais públicos no último fim de semana. “Em cinco hospitais, os corredores estavam cheios. No domingo à tarde, ela me mandou 89% daquela regulação resolvida. Pessoas que estavam ali e já recebiam relatório eram para estar em uma UPA, uma UBS, uma policlínica municipal ou em um hospital municipal. 90%”, afirmou.
O governador criticou o que chamou de “visão distorcida” sobre o papel do Estado e disse que é necessário discutir a responsabilidade de cada ente federativo dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). “Ficam me dizendo que a regulação está ruim. Mas precisamos discutir de quem é a responsabilidade. Um dedo desmentido não é para ir para o Roberto Santos ou para o Hospital do Subúrbio. É para ir a uma UBS, a uma policlínica”, declarou.
Jerônimo também comparou a situação da saúde à da educação, apontando que a alfabetização e o atendimento básico devem começar nos municípios. “Da mesma forma que na alfabetização, que começa na creche e vai até os sete anos, quando é obrigatório saber ler e escrever, na saúde também precisamos organizar o sistema desde a base. O Estado não pode ser responsabilizado por tudo”, afirmou.
Durante a solenidade, o governador anunciou a entrega de novas viaturas e equipamentos para as forças de segurança e defendeu a integração entre diferentes áreas do governo. Segundo ele, tanto a segurança quanto a saúde e a educação exigem um trabalho conjunto entre Estado e municípios.
