Salvador, 30/03/2026 02:11

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Linnoy Nonato celebra integração entre literatura, música e ancestralidade na Flica 2025

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No penúltimo dia da 13ª edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica 2025), o curador Linnoy Nonato celebrou o sucesso do evento e destacou a força simbólica da integração entre literatura, música e ancestralidade. Segundo ele, essa combinação é o que torna a Flica um espaço de celebração, formação e resistência cultural.

“É uma felicidade enorme fazer parte desse grande time de curadores. A gente começa o dia mergulhado na leitura, nesse tema maravilhoso — Ler é Massa — que aproxima jovens e crianças do universo literário. E ao final do dia, a música entra em cena, porque ela também é linguagem e celebração”, afirmou Linnoy, em tom de gratidão.

O curador definiu a Flica como uma “escola viva” que traduz a essência do Recôncavo e a força da identidade baiana. Ele ressaltou que o evento é um ponto de encontro entre gerações, onde o conhecimento e a cultura popular caminham lado a lado.

A programação musical, segundo Linnoy, teve como eixo central a valorização da ancestralidade e da memória afro-brasileira. “Abrimos com o Coral Afro da Bahia e com o show de Matheus Aleluia Filho, que trouxe a representatividade dos terreiros. Na sexta, tivemos Lazzo, Márcio e Xoxe em uma noite emocionante. E no sábado, o palco dos ritmos se despede com Adão Negro e Cine Calmão — uma mistura potente do reggae do Recôncavo com a energia de Cachoeira”, disse.

O curador também destacou o palco Raízes, dedicado à produção autoral do Recôncavo. “Hoje teremos Maria do Faire, Reina e outros artistas da terra, mostrando a força da música feita aqui e reafirmando a ponte entre Cachoeira, São Félix e Salvador”, explicou.

Para Linnoy, a combinação entre música e literatura é uma escolha pedagógica e política. “Buscamos associar musicalidade e conteúdo, oralidade e resistência. É uma forma de despertar nos jovens o orgulho da sua história e a consciência da sua potência cultural. A Flica é, antes de tudo, um espaço de formação”, afirmou.

Encerrando sua fala, o curador destacou o crescimento do público e a energia contagiante que tomou conta da cidade. “É lindo ver tanta gente com sede de arte e literatura. A Flica cresce a cada edição, e o Bye Bye Flica, neste domingo, será o nosso grande momento de despedida com capoeira, samba de roda, religiosidade e o arrastão final. É o Recôncavo pulsando, é a Bahia celebrando sua essência”, declarou.

A Flica 2025 reafirma seu papel como um dos maiores encontros culturais da Bahia, reunindo gerações em torno da palavra, da música e da ancestralidade — e consolidando Cachoeira como o coração vivo da cultura do Recôncavo.

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