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Haddad diz que tarifaço dos EUA prejudicou mais que beneficiou população americana

Fernando Haddad - Fernando Frazão_Agência Brasil
Fernando Haddad – Fernando Frazão / Agência Brasil
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta terça-feira (7) que o “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros tem causado mais prejuízos do que benefícios à própria população norte-americana. Segundo ele, o governo brasileiro apresentará “os melhores argumentos econômicos” nas negociações com Washington para tentar reverter as tarifas.

“O papel do Ministério da Fazenda e do Ministério do Desenvolvimento é justamente oferecer os melhores argumentos econômicos para mostrar, inclusive, que o povo dos Estados Unidos está sofrendo com o tarifaço”, disse Haddad, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

De acordo com o ministro, a medida adotada pelo governo americano tem encarecido itens básicos do consumo doméstico. “Eles estão com o café da manhã mais caro, pagando o café mais caro, a carne mais cara, e vão deixar de ter acesso a produtos brasileiros de alta qualidade no campo e também na indústria”, afirmou.

Os Estados Unidos anunciaram, há dois meses, tarifas adicionais sobre a importação de produtos agrícolas e industriais brasileiros, incluindo café, frutas e carnes. Haddad argumentou que, desde então, o impacto negativo da medida já é perceptível. “Eles estão notando, de dois meses para cá, que as medidas mais prejudicaram do que favoreceram os Estados Unidos”, disse.

O ministro destacou ainda que o país norte-americano mantém superávit comercial com o Brasil e defendeu que há espaço para cooperação em áreas estratégicas, como energia limpa e transformação ecológica. “Há muitas oportunidades de investimento, sobretudo voltadas para transformação ecológica, terras raras, minerais críticos, energia eólica e solar”, afirmou.

O governo brasileiro espera que os efeitos econômicos internos do tarifaço nos EUA reforcem o argumento para uma revisão da política comercial em futuras rodadas de negociação.

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