O ministro do Esporte, André Fufuca (PP), reafirmou nesta segunda-feira (7) seu apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e desafiou a pressão interna de seu partido, que cobra sua saída do governo. Em discurso ao lado do petista, no Maranhão, Fufuca admitiu ter cometido um “erro” nas eleições de 2022 e declarou fidelidade à reeleição de Lula em 2026.
“Em 2022 eu cometi um erro, mas agora, em 2026, pode ser que meu corpo esteja amarrado, mas minha alma, meu coração e força de vontade estarão livres para brigar e ajudar Luiz Inácio Lula da Silva a ser presidente do Brasil”, disse Fufuca durante cerimônia de entrega de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, em Imperatriz (MA).
O ministro é um dos quatro integrantes da federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, que anunciou em setembro a decisão de deixar a Esplanada dos Ministérios. Além de Fufuca, o ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil), também foi intimado a entregar o cargo.
A saída da federação do governo ocorreu após o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, ser citado em uma investigação da Polícia Federal sobre suposta infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) nos setores financeiro e de combustíveis. Rueda teria atribuído o vazamento das informações à imprensa ligada ao governo e exigido que os ministros deixassem os cargos.
Deputado federal licenciado, Fufuca foi uma das indicações do PP para o ministério do Esporte. O prazo para sua saída foi prorrogado até o início de outubro, mas o governo tenta negociar uma trégua para manter os aliados.
Enquanto o impasse persiste, dirigentes do União Brasil avaliam a expulsão de Celso Sabino, o que poderia reconfigurar o equilíbrio da federação — que atualmente detém uma das maiores bancadas do Congresso Nacional.
