O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), voltou a destacar nesta quinta-feira (25) as ações do Estado na área da segurança pública e criticou adversários políticos que, segundo ele, buscam desgastar a imagem da Bahia. Durante entrevista a uma pool de rádios em Alagoinhas, o petista citou os investimentos feitos na área, cobrou reforço do governo federal e alfinetou o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil).
“O que é que eu posso reagir concretamente no tema da segurança pública? É com investimentos. Investimentos certeiros. Então, nós estamos com um potencial de investimento muito grande. Podemos começar da parte de infraestrutura. Nós estamos ultrapassando a casa de mais de 200 unidades entregues, dentre delegacias, pelotões, DPT, melhorando as condições de trabalhadores dessa área. Estamos falando de compra de armas potentes, de viaturas, de câmeras no fardamento e da chegada de novos policiais”, disse Jerônimo.
O governador afirmou que, até dezembro, o Estado contará com mais 1.600 policiais militares, e até junho do próximo ano, quase 2 mil reforços devem ser incorporados. Segundo ele, em dois anos e nove meses, já foram contratados cerca de 6 mil novos agentes de segurança, entre policiais militares, civis e prisionais.
Jerônimo também destacou o uso da tecnologia no combate à criminalidade, citando o sistema de reconhecimento facial. “Só neste ano foram quase 1.600 pessoas presas apenas com câmeras, sem nenhum tiro, nenhuma bala, com inteligência”, ressaltou.
Durante a entrevista, o governador aproveitou para fazer críticas a adversários e mencionou investigações sobre ligação entre crime organizado e setores políticos. “Vocês viram há 15 dias atrás onde é que está o comando do crime organizado. É em São Paulo, na Faria Lima, onde ninguém imagina. É onde está a riqueza do comando do crime organizado. E a gente ainda vê denúncia de partidos políticos, presidente de partidos políticos, como é o caso do presidente da União Brasil, envolvido em denúncia de apoio a crime organizado”, afirmou.
Sem citar diretamente ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e principal liderança da União Brasil na Bahia, Jerônimo ironizou a postura do opositor. “A Bahia não é um estado violento. Todo mundo sabe. Não adianta alguns ficarem sentados no sofá, no ar-condicionado, jogando videozinho o tempo inteiro, apresentando a Bahia como uma imagem ruim”, disparou.
Apesar do tom crítico, o governador defendeu a necessidade de cooperação federativa. Ele mencionou reunião com o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), para discutir um plano municipal de segurança pública, e reforçou a cobrança por mais apoio da União no enfrentamento ao tráfico de armas.
“Eu tenho feito meu papel, nós governadores temos feito o nosso. Eu quero mais ajuda do presidente Lula e do ministro Lewandowski para fortalecer a inteligência. A Bahia não fabrica fuzil, essas armas chegam pelas fronteiras. Precisamos fechar essa torneira”, concluiu Jerônimo.
