O senador Jaques Wagner (PT) afirmou nesta quarta-feira (24) que a discussão sobre a formação da chapa governista ao Senado nas eleições de 2026 perdeu força nos últimos meses, mas deverá ser retomada até o fim do ano. Em entrevista à rádio Juazeiro AM, o petista classificou o cenário como um “bom problema” para a base aliada na Bahia.
Segundo Wagner, há atualmente três nomes competitivos no grupo: ele próprio, o senador Angelo Coronel (PSD) e o ex-governador Rui Costa (PT), atual ministro da Casa Civil. Como o estado terá duas vagas em disputa para o Senado, a definição exigirá diálogo e equilíbrio entre os aliados.
“É óbvio que temos um bom problema. São três candidatos para duas vagas. Vamos ter que nos debruçar para resolver essa questão. Mas, sem dúvida, é uma chapa que chegará muito forte”, afirmou.
O senador também respondeu às especulações da oposição de que o grupo pode se dividir. “A oposição aposta na divisão, mas todos nós sabemos que a força do nosso time está na unidade dentro da diversidade. Jerônimo e eu somos de um partido, Coronel é de outro. Mas é essa pluralidade que dá dinamismo à nossa família política”, disse.
Wagner destacou que, no momento, a prioridade é a pauta administrativa e legislativa, mas reconheceu que o debate eleitoral deve ganhar corpo nos próximos meses. “Vamos ajeitar a casa. Toda eleição é uma caixa de surpresa, mas acredito que chegaremos muito bem para, mais uma vez, ter o reconhecimento do povo baiano em 2026.”
