Salvador, 27/03/2026 12:35

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Jerônimo elogia aceno de Trump a Lula na ONU e critica tarifaço sobre produtos baianos

Jerônimo Rodrigues
Foto: PAOP
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O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), comentou nesta quarta-feira (24) o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Assembleia-Geral da ONU, marcado pelo aceno do presidente norte-americano Donald Trump à fala do petista. Para Jerônimo, o gesto simboliza a capacidade de diálogo de Lula, mas o governador alertou para os impactos econômicos do recente tarifaço imposto pelos EUA sobre produtos brasileiros, em especial os baianos.

“Lula foi forjado no sindicalismo, sabe dialogar com o patrão. Ele é bom de conversa, convence, e por isso conseguiu se aproximar até de Trump, que foi ouvir seu discurso”, disse Jerônimo em entrevista à rádio Mix FM. Segundo o governador, a relação comercial com os Estados Unidos é fundamental para o Brasil e para a Bahia.

Jerônimo citou que o setor agroexportador já sofre com incertezas e prejuízos. “Nós importamos muito dos Estados Unidos e exportamos, principalmente, produtos do agro, como manga, uva e mel. O impacto foi tão grande que ainda temos contêineres de mel parados, aguardando solução”, afirmou.

O governador destacou ainda o risco para a indústria de pneus instalada na Bahia, que responde por 60% da produção nacional voltada ao mercado norte-americano. “Temos três fábricas, uma em Camaçari e duas em Feira de Santana. Todas estão sob ameaça da sobretaxa de 60% sobre pneus exportados. Isso significa risco de emprego, de arrecadação e de autoestima, como aconteceu quando a Ford deixou a Bahia”, disse.

Apesar das críticas ao tarifaço, Jerônimo reforçou a importância do posicionamento de Lula em defesa da soberania nacional. “Ele foi duro ao dizer que nossa soberania é inegociável. Fez um discurso humano, mas com densidade política e econômica, citando Mujica e o Papa Francisco, e reafirmando o combate à fome e a defesa da paz”, afirmou.

O governador concluiu que espera uma agenda de aproximação entre Brasil e Estados Unidos. “Fiquei na expectativa de que essa relação seja estabilizada, para que empresários norte-americanos continuem acreditando no Brasil e na Bahia”, declarou.

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