Salvador, 03/04/2026 19:05

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Ponte Salvador-Itaparica terá 12,4 km de extensão e maior vão central do país

Ponte Salvador-Itaparica
Foto: Reprodução / Redes sociais da CPSI
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O CEO da concessionária responsável pela Ponte Salvador-Itaparica, Cláudio Villas Boas, apresentou nesta quarta-feira (17) detalhes técnicos sobre a obra em evento na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), destacando a extensão, o vão principal e as inovações de engenharia aplicadas.

Segundo Villas Boas, a ponte terá 12,4 quilômetros de extensão, de borda a borda, sendo 6,9 km no lado de Salvador e 4,6 km em Itaparica. “O lado de Salvador e o lado de Itaparica, a extensão total de 12,4 quilômetros, de borda a borda, é caracterizada por estar em cima de uma lâmina d’água. Aquilo que não está sobre a lâmina d’água pode ser chamado de viaduto, e não de ponte em si”, explicou.

O CEO destacou o vão central, considerado a principal peça de engenharia da ponte. Localizado na parte mais profunda da Baía de Todos os Santos, onde a profundidade chega a mais de 60 metros, o vão principal terá 482 metros de largura e 85 metros de altura, garantindo a passagem de navios de grande porte, como os conteineiros que circulam pela baía.

“Nas laterais do vão principal, teremos vãos secundários de 220 metros, que permitem a passagem de embarcações de médio porte. A altura do pilar central chega a quase 200 metros acima da lâmina d’água, somando mais de 300 metros se considerarmos a parte submersa no solo. É um vão estaiado, uma ponte estaiada”, detalhou Villas Boas.

Ele comparou a obra com a Ponte Rio-Niterói, considerada referência nacional. “A nossa ponte tem 12,4 km; a Rio-Niterói, 8,8 km. A profundidade da Baía de Todos os Santos é de 60 metros; na Baía de Guanabara, 25 metros. O vão principal da ponte de Niterói tem 300 metros de largura e 72 metros de altura; o nosso tem 482 por 85. Além disso, nossa ponte é construída com uma única peça de tabuleiro, permitindo apenas um pilar, o que reduz o impacto visual e ambiental”, disse.

Villas Boas ressaltou que a tecnologia empregada na obra, com concretos e aços de alta resistência, permite superar desafios estruturais e minimizar impactos ambientais, tornando a ponte um marco de engenharia no país.

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