A Advocacia do Senado entrou com um pedido de prisão preventiva contra o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), por ataques reiterados à ex-senadora e atual prefeita de Crateús (CE), Janaína Farias (PT). A solicitação foi encaminhada à Justiça Eleitoral do Ceará nos dias 1º e 4 de setembro, mas até o momento não houve decisão do juiz responsável pelo caso.
O pedido tem como base uma série de declarações ofensivas feitas por Ciro desde abril de 2024, quando Janaína assumiu temporariamente o mandato no Senado no lugar de Camilo Santana, que deixou o cargo para assumir o Ministério da Educação. Em uma das falas mais polêmicas, Ciro afirmou que Janaína ocupou a vaga por ser “assessora de assuntos de cama” e “cavalo” do ministro, em uma insinuação de conotação sexual e desqualificação profissional.
Mesmo após virar réu, Ciro continuou com ataques públicos à ex-senadora, o que levou a Advocacia do Senado a classificar sua postura como de um “criminoso habitual”, justificando o pedido de prisão com base no risco à ordem pública.
“Sempre valendo-se de ataques à condição de mulher da vítima, o réu tem se demonstrado um criminoso habitual”, afirma o texto enviado à Justiça. Como alternativa à prisão preventiva, o Senado também solicitou a adoção de medidas cautelares, como restrição de contato com a vítima ou proibição de novas manifestações públicas sobre o caso.
