O senador Otto Alencar (PSD) comentou as recentes críticas da oposição ao projeto da Ponte Salvador-Itaparica e reforçou a viabilidade da obra. O político falou sobre o assunto durante o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026, realizado pelo Governo da Bahia nesta quarta-feira (23).
Ele classificou como “natural” a crítica da oposição, mas ressaltou que os atrasos no cronograma da ponte ocorreram em decorrência direta da pandemia de Covid-19, que impactou drasticamente os custos de insumos e inviabilizou a execução de obras de grande porte entre os anos de 2020 e 2022.
“A ponte atrasou muito por causa da pandemia. Foi feito um orçamento inicial, mas, com o aumento do custo dos insumos e as restrições operacionais, houve uma paralisação inevitável por três anos. Não se podia trabalhar em 2020, 2021 e até parte de 2022, com tantas mortes e restrições sanitárias”, explicou o senador em conversa com a imprensa.
Além disso, Otto Alencar afirmou que o consórcio responsável pela obra segue avançando, especialmente nas etapas de sondagens em terra e em águas profundas, o que indica maturidade técnica do projeto. Ele também destacou a articulação institucional entre o Governo do Estado, o Governo Federal e lideranças políticas da base baiana no Congresso Nacional.
“O presidente Lula, o governador Jerônimo, o senador Jaques Wagner, o deputado Coronel Rui e eu estamos todos imbuídos do propósito de viabilizar os recursos. O Tribunal de Contas da União (TCU) já deu o sinal verde. Acreditamos plenamente na realização desse sonho”, disse.
Por fim, o senador criticou o posicionamento da oposição, que voltou a classificar a ponte como uma “fantasia” e um “delírio”. Para Otto, torcer contra a obra equivale a torcer contra os interesses da Bahia.
“Torcer contra a Bahia não é um projeto político viável para quem pretende ser governador. Essa é uma obra de longo prazo, estratégica, e eu, com fé em Deus, quero participar da inauguração da ponte e ver essa placa concluída”, concluiu.
