O governador Jerônimo Rodrigues (PT) disse, nesta segunda-feira (16), que o futuro da cooperação internacional na área de hidrogênio verde exige um novo tipo de relação entre o Brasil e os países desenvolvidos.
Durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha 2025, que aconteceu em Salvador, o gestor pontuou que “não se trata só de vender energia”. “Queremos que as indústrias venham, sim, mas que instalem centros tecnológicos aqui, que formem mão de obra qualificada, que fortaleçam nossas universidades. Senão, ficamos só com a dependência”, ressaltou.
Na oportunidade, Jerônimo explicou que, para o hidrogênio verde se consolidar como vetor econômico, o Brasil precisará integrar fontes de energia limpa, como a solar, a eólica e a biomassa, ao desenvolvimento tecnológico.
O governador enfatizou que essa é “uma área muito sensível”. “A gente ainda não domina totalmente essa tecnologia, e isso vai exigir de nós um esforço conjunto com as universidades, com os institutos de pesquisa e com o setor industrial”, destacou.
Além disso, Jerônimo Rodrigues citou o município de Camaçari, que já abriga empresas voltadas para o setor de energia limpa, como exemplo de onde essa transformação pode se enraizar.
Também abordou as tratativas com gigantes como BYD e Goldwind, com foco não apenas na produção, mas na transferência de tecnologia e formação de conhecimento local.
“No passado, vinham pelas mãos baratas. Hoje, vêm pela energia limpa. Mas queremos mais: queremos construir ciência aqui. Não dá para repetir os erros do passado. A Ford foi embora e deixou pouco. Isso não pode se repetir com a nova economia”, finalizou.
