O presidente da Embasa, Leonardo Góes, revelou detalhes do programa popular de acesso à água que deve ser lançado pela empresa pública nos próximos meses.
Góes marcou presenca na solenidade em que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) autorizou o início das obras de micro e macrodrenagem das Bacias da Bonfim/Boa Viagem e de Massaranduba. O executivo da estatal quer aproveitar a primeira intervenção do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na Bahia para realizar um conjunto de ações de que ampliem o abastecimento de água e o esgotamento sanitário no território que abriga as obras Sociais Irmã Dulce e a Igreja do Senhor do Bonfim.
Através de uma tarifa simbólica, no valor de R$1 real, a empresa promoverá à formalização das pessoas de baixa renda que hoje utilizam gatos de água para terem acesso. Ele destaca o papel social da empresa ao abrir mão do lucro na iniciativa que deve atingir milhares de pessoas em Salvador.
“Está em fase de conclusão, pra balização do governador, a gente também está conversando com a Câmara Municipal de Salvador, mas em síntese é o seguinte, a gente precisa trazer essas pessoas pra dentro um grande número de pessoas que gostaria de pagar a conta de água, mas não tem condição”, pontua Góes.
E a nossa tarifa social é muito importante porque ela espelha quem está no Cadúnico e no Bolsa Família, mas a gente tem um extrato aí que é o pessoal do Bolsa Família ainda é um nível maior, a gente tem aqui na favela catadores, pescadores, marisqueiras, quilombolas e também pessoas de vulnerabilidade social, então a ideia é que a gente cobre uma tabela módica e nada melhor e simbólico do que um real”, destacou Góes.
“Eu quero que eles possam ter uma conta de água e com isso eu controlo minha rede, ele passa a ter cidadania, um comprovante de endereço, uma regularização para provar que mora naquela casa. Dando a cidadania a ele, ele podendo estar direitinho com a água dele, poder ligar o 0800 e cobrar quando estiver faltando. Eu acho que dá para chegar para todo mundo, uma política pública com o início, o meio e fim, uma transferência direta e eu acho que o papel social que a Embasa precisa fazer”, destacou o presidente da Embasa.
Na oportunidade, Góes revelou que a Embasa aproveitará a execução da obra de macrodrenagem executadas pela Conder, que deve sanar parte dos alagamentos recorrentes na cidade baixa, para trocar suas tubulações e melhorar a prestação de serviço à população. Ele destacou que também há uma expectativa de instalação de equipamentos para o uso da comunidade após o procedimento.
“Eu acho que com isso a gente vai em pontos importantes trazendo um pouco desse papel social que a Embasa precisa fazer. Eu tenho interesse (em ampliar a oferta de serviços da Embasa), já que eu vou quebrar a pista para fazer uma obra de drenagem, não faz sentido eu deixar minhas tubulações sem trocar, então eu venho atrás e a gente faz de forma integrada, resolve drenagem, água e esgoto”, apontou Góes.
“Aí depois a gente discute uma praça, uma urbanização, que eu acho que a Embasa tem condições de fazer e dar contra a partida social dela, botar a marca dela, porque aí é uma questão de imagem também e com isso é aproximar (a Embasa) dessas comunidades e a gente consiga prestar um serviço melhor”, enfatizou.
