O deputado estadual Robinho (União Brasil) teceu críticas à segurança pública da Bahia nesta segunda-feira, 12.
Durante discurso na tribuna da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), o parlamentar afirmou que a situação é “deprimente” e citou o governador Jerônimo Rodrigues (PT).
A fala ocorreu em referência ao Atlas da Violência divulgando nesta segunda-feira (12). O levantamento constata que a Bahia registrou o maior número absoluto de homicídios no Brasil em 2023. O levantamento é elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Ipea. Com 6.616 mortes violentas, o estado superou o Rio de Janeiro em 55,1% e manteve a liderança nacional em assassinatos.
“Eu ouço o governador Jerônimo falar de quantos anos a oposição comandou a Bahia, mas eu quero lembrar, Jerônimo, o seguinte: em 2005 e 2006, a Bahia era um dos estados mais seguros do Brasil. A população aqui tinha segurança e tinha tranquilidade para viver. E o que nós, depois de mais de 18 anos do PT governando a Bahia, tem vivenciado é um desespero e uma agonia, as pessoas querendo mudar da Bahia. A cada dia que passa, eu me entristeço mais com o governador da Bahia. A cada pronunciamento que ele faz, é mais uma convicção de que despreparo do nosso governador é muito grande e o resultado fala mais alto do que as palavras”, iniciou.
O deputado citou ainda as facções que estão atuando no estado. “E não é à toa que a Bahia hoje é recordista nacional de facções. São 22 facções que comandam aqui. E aí perguntam ao governador sobre a violência e sobre as facções e ele responde: ‘eu trato do meu papel, eles que cuidam do deles’. Era como se fosse o governador tomando a responsabilidade, quer dizer, a irresponsabilidade, de estar governador e o tráfico, as facções, tomando conta como se uma facção fosse uma empresa ou um trabalho. Mas parece que aqui é assim que eles pensam”, seguiu.
Segundo Robinho, “não foi assim tão diferente no governo anterior, em que o ex-governador Rui Costa disse que o tráfico emprega milhares de jovens”. “Eu acho que na cabeça do PT, tráfico e a facção é empresa que dá emprego, que gera renda, que gera riqueza. A cada dia que passa as facções ocupam mais espaço, bairros, comunidades e entrando até o interior. É assim que está funcionando a Bahia, governador”, disparou.
O parlamentar completou: “O governo abandonou a Bahia. Governador, olha para o povo baiano, toma conta da Bahia, coloca os bandidos no lugar devido, que é a cadeia. Mas aqui quem está mandando são as facções, os bandidos. Mas parece que facção, bandido e PT são a mesma coisa”.
