Salvador, 03/03/2026 12:25

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Anderson Ninho denuncia colapso na regulação da saúde e cobra mudanças do governo estadual

Anderson Ninho
Divulgação
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O vereador Anderson Ninho (PDT) voltou a criticar, nesta terça-feira (22), o sistema estadual de regulação da saúde na Bahia, que organiza o acesso a leitos hospitalares, cirurgias de média e alta complexidade e unidades de terapia intensiva (UTIs). Em declaração ao site Classe Política, o parlamentar usou um exemplo pessoal para ilustrar o que classifica como colapso no modelo atual.

“Pasmem: o tio de minha esposa está na regulação, provando que vereador não tem poder, não tem como resolver a questão da regulação”, afirmou Ninho, demonstrando indignação com a morosidade no atendimento. “Está lá, você vai ver, na carne. Imagine milhares e milhares de pessoas.”

O desabafo do vereador se soma às crescentes queixas da população e de outros parlamentares, que relatam uma longa espera por transferências e procedimentos médicos em diversos municípios do estado. Para o pedetista, a situação atinge um patamar alarmante. “Antes desse relato de hoje, estive aqui mostrando outras dezenas e centenas de pessoas que estão na mesma situação”, destacou. Ele voltou a usar um termo que tem sido recorrente entre os críticos do sistema: “a fila da morte”.

Anderson Ninho apontou ainda a limitação dos vereadores frente à estrutura da saúde estadual. “O que é que nós, vereadores, podemos fazer? Nada. Quem legisla a favor disso é o Governo do Estado, são os deputados estaduais, os deputados federais. Principalmente o Governo do Estado”, lamentou.

A crítica do parlamentar ocorre em meio ao aumento da pressão sobre a Secretaria Estadual da Saúde (Sesab), que tem sido cobrada por mais transparência, eficiência e celeridade nos processos de regulação. Apesar da gravidade das denúncias, o governo ainda não atualizou os dados sobre o tempo médio de espera por leitos críticos, o que tem reforçado as cobranças de entidades de classe e representantes da sociedade civil.

Nos bastidores, a oposição ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) intensifica o discurso de que a gestão estadual precisa rever o modelo atual, cuja sobrecarga tem afetado diretamente a população mais vulnerável. A expectativa é que o tema ganhe mais espaço nas próximas sessões legislativas, com possíveis pedidos de audiência pública e articulações para novas propostas de fiscalização.

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