O senador baiano Jaques Wagner (PT) afirmou que não há espaço para qualquer tipo de anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023. A proposta, que já conta com 262 assinaturas na Câmara dos Deputados, enfrenta resistência entre lideranças do Congresso. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o parlamentar classificou os atos como o episódio “mais grave contra a democracia brasileira” desde a redemocratização.
Segundo Wagner, uma eventual tramitação da proposta significaria um rompimento com os princípios da República. O senador foi direto ao comentar o assunto: “Se essa proposta andar, é sinal de que a classe política pirou”. O posicionamento reflete a articulação do governo e de aliados para frear qualquer avanço da medida, considerada uma ameaça à institucionalidade democrática.
Líder do governo no Senado, o petista também comentou o cenário político para as eleições de 2026. Embora tenha evitado projeções, afirmou que o presidente Lula (PT) é o nome mais forte para a disputa. “Ele empolga pela justiça social, até porque foi sofredor da injustiça social na pobreza. Ele não faz coisa ideológica. Tem instinto de sobrevivência fortíssimo”, declarou, destacando a identificação popular do presidente.
Em outra publicação nas redes sociais, após entrevista à CNN Brasil, Jaques Wagner defendeu a formação de uma frente ampla em torno da reeleição de Lula. “Lançar candidatos é um direito de cada partido. Para 2026, nós temos que ter o horizonte de formar uma unidade no momento mais oportuno. O que posso dizer é que o presidente Lula vai ser nosso candidato e nós iremos trabalhar para ter a frente mais ampla possível”, escreveu.
