Salvador, 13/01/2026 10:14

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Leandro de Jesus critica suspensão da CPI do MST e denuncia abusos contra pequenos produtores no extremo sul da Bahia

Leandro de Jesus
Politica ao Ponto
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O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) expressou indignação diante da suspensão da CPI do MST na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) e aproveitou para denunciar uma série de abusos e episódios de violência ocorridos no extremo sul do estado. Segundo o parlamentar, pequenos produtores rurais e suas famílias estão sendo vítimas de ações criminosas promovidas por supostos integrantes de movimentos sociais. 

“Fica um sentimento de indignação. Quem conhece a realidade do extremo sul sabe o que está acontecendo lá. Mulheres grávidas, senhoras e crianças estão sendo espancadas e obrigadas a fugir de casa de madrugada para se esconder em rios ou matas, com medo de serem assassinadas. Isso não é invenção, são relatos reais registrados em boletins de ocorrência, fotos, vídeos e testemunhos”, afirmou Leandro. 

O parlamentar fez um apelo aos desembargadores que votaram sobre a CPI, bem como aos deputados da base governista e da oposição. “Faço um convite para que todos façam uma visita ao extremo sul e ouçam essas pessoas. Vamos construir uma caravana da verdadeira justiça. É preciso ver de perto o que essas famílias estão vivendo”, declarou. 

Leandro enfatizou que a maioria das propriedades invadidas são pequenas e pertencem a famílias humildes, muitas delas estabelecidas há gerações. Ele denunciou que os ataques vêm sendo realizados por grupos armados, com fuzis e escopetas, ou mesmo com porretes, e que há registros de agressões físicas gravíssimas. 

“Não se trata de grandes fazendas. São pequenos produtores que, muitas vezes, plantam para nossa alimentação. A alegação de reforma agrária tem sido usada como fachada por organizações criminosas. Inclusive, indígenas da própria região estão sendo ameaçados para não denunciarem o que está acontecendo dentro das aldeias”, alertou o deputado. 

Ele reforçou que não é contra a reforma agrária, mas exige que não se utilize movimentos sociais como cobertura para crimes. “O que está sendo feito é criminoso e precisa ser enfrentado com justiça e responsabilidade. O povo do extremo sul da Bahia está pedindo socorro”, concluiu. 

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