Salvador, 14/05/2026 05:40

Jornalismo ético compromissado com a verdade

Interior da Bahia

Governador admite que há infiltrados em movimentos de invasão no Extremo Sul da Bahia

Jerônimo Rodrigues - Reprodução
Jerônimo Rodrigues
fallback user

Compartilhe:

google-news-follow

O governador Jerônimo Rodrigues (PT), em entrevista à Rádio Sociedade na manhã desta segunda-feira (24), admitiu que por conta da tensão devido às invasões de terra no Extremo Sul da Bahia, não foi possível estabelecer uma mesa de negociação entre indígenas, ruralistas e quilombolas. O petista também apontou na entrevista haver infiltrados nas invasões, ou seja, pessoas que aproveitam-se da causa indígena para promover invasões.

“A gente tem feito um esforço muito grande com concurso, criando companhias. Estamos equipando com armamentos, com viaturas, com construção de novas delegacias e pelotões. A inteligência da polícia está sendo reforçada constantemente, com investimentos altos. Não há ausência de força policial. Estamos lá, o coronel Paraíso, que coordena a região, tem feito isso com muito cuidado”, destacou o governador da Bahia.

“Se a gente promovesse naquele momento uma reunião conjunta, não dá para imaginar que aquilo iria pacificar ou criar uma agenda de resolutividade. As informações que chegam às vezes desgastam o agro, às vezes desgastam os indígenas. Ali não tem indígena promovendo tumulto, não é movimento sem terra. Há algo por trás, e a inteligência está estudando, porque o movimento não é pacífico”, afirmou.

Jerônimo reconheceu que há infiltrados, pessoas se passando por indígenas nas invasões. Ele ressaltou que a polícia segue atuando em todas as situações.

“Tem sim! Tem gente aproveitando a oportunidade de uma pauta séria, que é o território indígena. Eu nunca me furtei disso. Pelo contrário, assumi meu lugar de descendente indígena. Mas não vou aceitar que nenhum lado crie tumulto e manche a imagem da Bahia”, ressaltou o governador da Bahia.

“A Polícia Militar não pode entrar em território indígena, porque é área federal. Mas temos uma boa parceria com a Polícia Federal e a PRF. Criamos um grupo de trabalho para evitar crises não só no extremo sul, mas também na Chapada Diamantina e outras regiões. Não há fuga do Estado, estamos conversando com os prefeitos e acompanhando tudo de perto”, arrematou o gestor da Bahia.

Gostou? Compartilhe!

google-news-follow

LEIA TAMBÉM

publicidade