O senador Otto Alencar (PSD), em en entrevista ao jornal O Globo, afirmou que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) não seguirá automaticamente a agenda do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Otto, que preside o colegiado, salientou que algumas prioridades do governo podem não coincidir com as do Congresso. Isto, segundo o pessedista, demandará um debate aprofundado sobre temas cruciais.
Embora diga que nem todas as pautas do governo serão prioridade no Congresso, disse que a agenda econômica defendida por Fernando Haddad, ministro da Fazenda, não será automaticamente aprovada, crê que a regulamentação da reforma tributária será aprovada sem maiores dificuldades, bem como a ampliação da isenção do imposto de renda para rendimentos de até R$ 5 mil, embora ele reconheça a pressão por uma ampliação maior do teto de isenção.
“É, mas nem sempre a prioridade do Haddad é a prioridade do Congresso. Tem coisa que não é prioridade para o governo e é prioridade para nós. Tem coisa que é para o governo, mas não é para nós. Vamos ter que chegar e discutir profundamente”, disse.
Otto destacou a reforma eleitoral como prioridade. O senador pretende dialogar com o relator da proposta, Marcelo Castro, sobre o fim da realização de eleições a cada dois anos, medida que conta com apoio significativo dentro do Congresso. O senador baiano também pretende discutir a questão dos supersalários do Judiciário e avaliar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do quinquênio, que amplia a remuneração dos magistrados.