O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT/BA) afirmou neste sábado (16) que não descarta a possibilidade de uma reaproximação com o governo estadual. Ele destacou que tem mantido diálogo com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, para discutir o futuro político da Bahia. O presidente estadual do PDT também criticou a postura do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), em relação às alianças políticas e sua condução no campo oposicionista.
Durante entrevista ao programa Central da Política, Félix destacou que sua atuação parlamentar vai além da destinação de emendas, enfatizando que o mais importante é a forma como os deputados votam no Congresso Nacional. “A parte mais importante é saber como o seu deputado vota em Brasília. Eu, por exemplo, não posso votar a trunco de emendas, porque seria muito simples votar contra a população e receber algumas emendas para distribuir”, afirmou.
O deputado também pontuou a importância de investimentos na educação e na reindustrialização do Brasil. “A China, há 30 anos, tinha um PIB menor do que o do Brasil. Hoje, incomparavelmente maior. O que mudou? Educação e industrialização. Nós não podemos ser apenas um país extrativista”, comparou.
Retorno à base do PT na Bahia
Ao ser questionado sobre a possibilidade de retornar à base do governo estadual, Félix confirmou que tem dialogado com Rui Costa sobre o futuro da Bahia e a sucessão de 2026. “O normal seria o governador [Jerônimo Rodrigues] ser candidato novamente, mas não sabemos se isso está confirmado. Vamos conversar com todos os grupos, não temos obrigação com Neto ou com o governo que fomos oposição”, explicou.
Ele ressaltou que o PDT não deve pedir cargos no governo neste momento, mas também não descarta uma composição futura. “Existe a possibilidade de termos uma participação. Agora, nós não vamos pedir espaço no governo agora. Somos oposição e sabemos fazer isso”, destacou Félix.
O dirigente pedetista fez observações sobre a liderança de ACM Neto e sua estratégia política. Para o deputado, a condução do ex-prefeito tem gerado divisões e incertezas dentro da oposição. “Apoiei Bruno Reis e fizemos quatro vereadores em Salvador. Estamos satisfeitos com isso. Mas a eleição de 2026 é outra história, não temos compromisso firmado com nenhum grupo”, reiterou Félix Mendonça.
