O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), se manifestou nesta segunda-feira (20) sobre a posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, destacando suas preocupações com as decisões que o novo governo norte-americano pode tomar e os impactos para a economia brasileira e baiana.
Rodrigues expressou cautela em relação às possíveis medidas de Trump, especialmente no que diz respeito ao comércio e à economia.
“Vou estudar, ouvir as críticas do partido, das pessoas que eu acompanho. Fico preocupado e tomara que ele não tome decisões muito precipitadas. Respeito à relação com o mundo, que o Brasil está aí dentro, em relação à política, mas também em relação à economia. Todo mundo sabe que o Brasil é exportador de matéria-prima para a produção de suínos e aves. Nós exportamos frutas”, disse.
“Você imagina, é um prejuízo duplo, porque os Estados Unidos têm que fazer uma base muito forte para em pouco tempo ter matéria-prima para produzir, por exemplo, carne, proteína. E para a gente, imagina, um corte desse, você tem investimentos no agro brasileiro que está previsto para 30 anos à frente. Quando você quebra uma cadeia dessa, é muito ruim. Podemos ir para cadeia de minério, petróleo, tudo isso. É um prejuízo grande”, emendou.
Rodrigues também destacou a importância de manter o diálogo com os Estados Unidos e a necessidade de uma postura equilibrada do novo presidente.
“Eu espero que a atitude do presidente, seja de defender o povo norte-americano, é claro, eu sei que ele vai fazer isso, mas que ele possa dialogar, manter o diálogo. Tem uma previsão da vinda dos países do Brics ainda esse ano, e eu espero que a vinda deles, tem outro ambiente, um ambiente econômico e político que tem um ambiente também ambiental”, aformou.
“A gente sabe da luta nossa com os Estados Unidos para um acordo da França, de Paris. Então, qualquer impacto no sentido ambiental, pode por em cheque, uma transição energética muito forte”, acrescentou.
O governador também destacou a importância das relações Brasil-EUA, mencionando a significativa comunidade negra no país e a presença de brasileiros vivendo nos Estados Unidos.
“E eu espero que o Lula, eu tenho certeza disso, ele possa estar estudando qual vai ser o movimento nosso do Brasil, pra dialogar com os Estados Unidos, como um povo que compra, que vende pra gente, mas que é um povo que também lá tem uma população negra muito grande. Nós temos brasileiros que moram lá, então também expectativa é essa”, concluiu.
