A vereadora eleita e empossada de Salvador, Eliete Paraguassu (PSOL), revelou que vem sofrendo ameaças de morte desde 2016, intensificadas após sua eleição em 2020. Em entrevista, Paraguassu relatou que procurou a Câmara Municipal para solicitar proteção, mas descobriu que não existe um programa de segurança para vereadores ameaçados.
“Eu sou uma mulher militante, professora do meio ambiente, sou ameaçada e eu procurei saber se na casa tinha essa política de carro blindado ou qualquer programa de segurança para vereadores e fui informada que não tinha esse programa”, afirmou.
Paraguassu destacou que sua luta contra o racismo ambiental na Baía de Todos os Santos desencadeou as ameaças. “Eu trazia a pauta do racismo ambiental que ameaçou o empresariado da Baía de Todos os Santos. E aí começaram a fazer ameaça frequente. Ameaça por celular, ameaça física também, espancamento.”
A vereadora ressaltou que precisou sair do Brasil e buscar proteção em projetos de segurança para garantir sua segurança. “Precisei sair do Brasil, precisei entrar em vários projetos de segurança para me manter viva, para fazer a defesa do bem-viver.”
Diante disso, Paraguassu pede que a Câmara Municipal cri e um programa de segurança para vereadores ameaçados. “Então que a gente formalizasse o documento para a Câmara se debruçar sobre uma temática sobre os vereadores ameaçados de vida nessa casa.”

