Secretária da Saúde aponta que 80% das transferências estaduais ocorrem em 24h e cobra atuação da atenção primária e ambulatorial da capital
A secretária da Saúde da Bahia, Roberta Santana, explicou o funcionamento do Sistema Estadual de Regulação e alertou para a sobrecarga que a falta de serviços municipais causa nos leitos de alta complexidade em Salvador. A titular da Sesab lembrou que a taxa de resolução de pedidos em até 24 horas saltou de 49% para cerca de 80% após a entrega de novos hospitais pelo governo Jerônimo Rodrigues.
Ao detalhar os gargalos, Roberta enfatizou que dezenas de pacientes aptos a receber alta continuam internados na rede estadual por ausência de vagas de hemodiálise ambulatorial, cuja competência de atendimento de base é do município. “Hoje, 139 leitos daqui de Salvador dos hospitais estaduais estão ocupados com pacientes fazendo diálise que poderiam estar na sua casa, no aconchego da sua família. Mas Salvador não amplia a clínica, não incentiva, não faz cofinanciamento, e a responsabilidade de não ter leito para deitar os pacientes que estão na UPA é colocada no Estado”, pontuou.
A gestora reforçou a importância do fortalecimento da atenção básica pelos municípios para evitar que quadros crônicos evoluam para a urgência. “Quem previne agrava menos e adoece menos. A primeira porta, que é a atenção primária do município, tem que funcionar”, completou.